Os livros como eles são
Depois de 45 anos fazendo livros, e há 25 publicando pela minha Ibis Libris Editora, chego a mais uma encruzilhada, que me mostra como é frágil o destino humano. Tudo o que fazemos se resume a uma tênue tentativa de deixar um traço na natureza, quando muito, fazer alguns amigos, escrever algumas palavras e, por último, ser lembrado por algo que fizemos. A escrita deve ter sido inventada por esse motivo. Sem ela, seria impossível deixar rastros. Dos hieróglifos dos egípcios à escrita cuneiforme dos sumérios, e outras que se fizeram ao longo da História, é a única forma de marcar nossa presença nas idas e vindas nesta Terra. A questão é como fazer isso. Como editora, passo por diversas saias justas. Seja para revisar um texto, ou finalizar um livro, escolhendo capas e, por fim, colocando-o no mercado, deparo-me com situações inesperadas que nem por um sonho eu gostaria de ter de enfrentá-las. Mas elas ocorrem e então não podem ser reescritas. Um livro é perene. De todos ...